Boyne City

Nos day offs no meio da semana em que eu tava morta de cansada e não tinha muito ânimo de ir pra algum lugar mais longe, eu tentava dar uma saidinha pra Boyne City.

Geralmente íamos eu e mais duas roomates (Lívia e Day) e aproveitávamos pra almoçar e passear pelas ruas e beira do lago. A cidade é bem pequena, tem uma ruazinha que é mais movimentada, próxima a Biblioteca.


Eu e Lívia e nossa pequena casa na beira do lago Charlevoix. Depois eu queria dar uma volta de canhão, mas a cabeça é dura e grande, ai nem rolou. =/

É na Biblioteca que o ônibus irá te deixar e te pegar para a volta. Lá você poderá utilizar os computadores com internet de graça. Ela é bem maior e  melhor que a de Boyne Falls!

Saindo da Biblioteca e indo para a direita, após duas quadras você vai chegar na rua mais movimentada de Boyne City. Lá você encontra algumas lojinhas como a RadioShack, livraria, brechós. Tem também uma sorveteria ÓTIMA, um tattoo shop, Subway, um café e o Costa Mesa Grill.

O café é bem gostosinho e o milk shake de amendoim deles é MUITO bom, recomendo!


Eu já com bochechas grandes de tanto milk shake de amendoim.

Já o Costa Mesa virou meu restaurante preferido de Michigan auhihah É um restaurante mexicano, bem aconchegante, bonitinho, a comida não é tão cara e é muito boa! Se resolver passar por lá peça o Jack Shrimp's, é ótimo e nem tem tanta pimenta.

Aliás, para quem não gosta de coisas apimentadas, não usem aqueles molhos deles de garrifinha. Assim, sério... são molhos bem fortes.

Logo na entrada de Boyne City (para quem vem de Falls) tem McDonald's, um boliche e um Chase Bank, entre outras coisas. Recomendo abrirem conta nesse Chase Bank, foi lá que a maioria do pessoal abriu na minha temporada e era tranquilo para ir e voltar de ônibus rapidinho (é só pedir que eles param e te deixam na porta!).
Postado em 04/09/20081 comentários

Where the light shines through the clouds*


Little Traverse Bay antes e durante o inverno.

Petoskey fica a cerca de 23km de Boyne Mountain e é pra lá que o ônibus de Boyne leva a galera para compras no Wal Mart.

A cidade está localizada na baía de Little Traverse no Lago Michigan, próximo a foz do Bear River. A cidade é pequena, possui cerca de 6 mil habitantes, mas possui algumas lojas legais, cinema, supermercados, tattoo shop, restaurantes e é onde fica o melhor hospital da região.

O ônibus do condado de Charlevoix faz o trajeto até Petoskey alguns dias da semana por um preço que eu não me lembro mais (ahh.. faz tempo gente!) e vai bem cedo (7h da manhã!) e volta as 15h ou 16h. Outra opção é ir com o ônibus que leva o pessoal para Bay Habor e Boyne Highlands, ele passa por Petoskey na ida e na volta e é de graça!

No mais Petoskey é conhecida por ter sido cenário para algumas das histórias de Ernest Hemingway, músicas de Sufjan Stevens (pra quem gosta de indie-folk music, ele tem um cd que fala só sobre Michigan).


Day, Fefa e eu num passeio congelante por Petoskey.

Dica: sempre que for a Petoskey, por mais amena que a temperatura esteja em Boyne, leve roupas muito quentinhas. Devido aos ventos que vem do Lago Michigan, a sensação térmica por lá é sempre mais baixa do que em Boyne (dica de quem sofreeeeeu num certo dia frio!).

No próximo post falarei mais sobre Boyne City!

*o nome Petoskey significa "where the light shines through the clouds" na lígua dos antigos nativos da região.
Postado em 13/08/20080 comentários

The cherry capital of the world!



Após um período sem postar hoje vou falar um pouco sobre a cidade na qual a maioria dos que vão para Boyne irão desembarcar*: Traverse City, the cherry capital of the world (é o que eles dizem, no inverno não se vê cereja alguma devido a neve...).


O pôr do sol em Traverse City de frente para o Lago Michigan

A cidade possui cerca de 13 mil habitantes e é banhada pelo Lago Michigan, um dos 5 Grandes Lagos que banham os Estados Unidos e Canadá. Aliás, o lago é lindo! Quando fui embora a água já não estava mais congelada e em toda sua imensidão azul turquesa, o Lago Michigan foi uma das mais belas paisagens que eu vi por lá.


Grizzly Peak, pub próximo a rodoviária que serve as melhores batatas fritas que eu já comi!

Para quem vai para Boyne nessa temporada saiba que é para Traverse que a galera ia quando queria ir para uma balada mais legal. Geralmente o pessoal alugava um carro (teve um pessoal que comprou um carro tb) e ia para lá. É mais ou menos 1h20 de viagem até Traverse.

*eu fiz a rota Rio - Miami - Chicago - Traverse City. Cheguei na cidade após o meio dia, tive que esperar o ônibus das 19h pra ir para Boyne Falls e após 2h com muita neve e frio, chegamos ao ponto final. Lá estava a van de Boyne Mountain esperando por mim.
Postado em 12/08/20080 comentários

Minha experiência na Job Fair

Job Fair se aproximando, resolvi voltar ao meu blog para contar um pouco da experiência que eu mesma tive indo a Feira.

Bom, saímos daqui de Vitória no mesmo esquema: ônibus as 22h, para chegar lá as 6h. Minha entrevista com Boyne estava marcada para as 9h, ou seja, eu seria a primeira (juntamente com a Lívia) a ser entrevistada por eles.

Levei as roupas que eu iria usar na entrevista numa bolsa de mão e fui viajar com uma roupa mais confortável. Até porque, se eu viajasse com a roupa da entrevista, iria amassar tudo e já não ia chegar lá com a tal "boa aparência". =)

Chegamos no ônibus, os consultores que viajaram com a gente aproveitaram a viagem para nos dar as últimas dicas: falaram sobre a entrevista, sobre os empregos que poderiam ser oferecidos, tiraram dúvidas. Foi uma conversa descontraída, legal e que deixou todo mundo mais calmo e tal.

Chegando ao Rio fomos tomar café em uma padaria próxima ao hotel e depois voltamos já para trocar de roupa, escovar dentes, passar uma maquiagem de leve para esconder as olheiras da viagem auihuihauh

Eu e Lívia ficamos no hall conversando com amigas e outras pessoas que iriam ser entrevistados. Várias pessoas com caderninho ensaiando os porquês todos... Porém, acho legal não anotar nada, porque fica mais natural, menos decorado, os entrevistadores percebem essas coisas.

Eis que a bendita hora chegou, fomos chamadas pro salão pelo sistema de áudio. Logo estávamos sentadas de frente para Gretchen Crum e seu marido, human resources de Boyne. Os dois são muito tranquilos e legais, elogiaram nossa postura, o inglês e disseram que  adoram brasileiros por causa do "eye contact" e sorriso constante.

A entrevista foi tranquila, uma conversa de 15 minutos, logo ela nos ofereceu um emprego e lá fomos nós assinar a bendita job offer. Saímos do salão bem felizes, tiramos a tradicional foto com o contrato e pudemos ficar agora assistindo aliviadas as pessoas que entravam para entrevista. Ah, e claro, deu tempo de dar uma voltinha no Rio e voltar para pegar o ônibus de volta para Vitória!

Então ficam ai as dicas:
- pesquisem sobre o seu empregador;
- eye contact;
- sejam simpáticos;
- ir bem arrumado não custa nada e vale muito.

Boa sorte!
Postado em 08/07/20082 comentários

"Hi, nice to meet you, America."

Desde o início da viagem, me deparei com coisas inusitadas ou inesperadas. Tudo é muito surpreendente e poucas vezes imaginei que fosse ser assim. É diferente do que eu imaginava, mais bizarro em alguns casos e mais simpático em outros. Ai vão algumas das "curiosidades" sobre o que eu encontrei nos United States of America.

Nas propagandas americanas é possível falar abertamente sobre os "defeitos" do seu concorrente, mostrar as suas vantagens sobre ele, exibir a logomarca do outro da forma desejada e isso é feito constantemente. As propagandas se resumem em dizer porque você precisa daquele produto, no que a sua marca é melhor que a outra e, ao final, uma ordem de compra para o estúpido consumidor.

O consumidor é o outro problema: o público alvo não é inteligente. As pessoas são extremamente limitadas, a perspectiva que eles possuem da vida é microscópica. E, é por isso, que basta falar mal do concorrente e dar uma ordem para que eles saiam procurando o produto anunciado que promete maravilhas nas prateleiras do Wal Mart mais próximo.



Aliás, o "efeito Wal Mart" é algo insano. Nunca vi nada tão grande que satisfaça tão bem as exigências dos clientes e acabe tão rápido com as pequenas empresas. O Wal Mart vende tudo que você possa imaginar, de roupas a eletrônicos, de farmácia a jardinagem, tudo com o menor preço do mercado. Para se ter uma vaga idéia, o Wal Mart possui mais de 1.5 mi de empregados ao redor do mundo e cada americano está a, no máximo, 15 milhas de distância de uma filial dessa rede de supermercados.

Uma das coisas mais irritantes por lá é que os impostos não estão embutidos nos preços das prateleiras, então tudo que se compra é acrescentado uma taxa que varia de acordo com o estado em que você fez a compra. Em Michigan a taxa é de 6% sobre o produto.

Na televisão tudo que posso perceber é que Oprah e David Letterman fazem escola: as mulheres sempre com programas sentadas em sofás e os homens por trás de uma mesa e na frente de alguma bela paisagem americana. A MTV americana não passa clipes e possui mais reality shows do que a Endemol. A maravilha de estar aqui nesse momento é poder ver as temporadas de todos os sitcoms sem ter que fazer download. American Idol fazia a alegria das minhas terças e quartas!

E quando a gente pensa que os Estados Unidos é constituído de grandes conurbações (EUA sempre lemra New York, Los Angeles, Miami, San Francisco, Boston, New Jersey, Las Vegas...), eu me deparo com uma estatística que constata que apenas 6% do território de Michigan é urbanizado. Aliás, ainda segundo as estatísticas a segunda maior população étnica de Michigan é, pasmem, de árabes, perdendo apenas para os caucasianos. Uma outra curiosidade desse estado em que residi é que o time de futebol americano é chamado de Wolverines, o uniforme é azul e amarelo e o capacete tem traços que lembram o herói mutante.


"It's good to be a Michigan Wolverine"

Outra coisa sensacional são os Outlets, neles você encontra as lojas das marcas sonhadas (Tommy Hilfilger, GAP, Adidas, Nike, Victoria's Secret, Oakley, Puma etc.) com tudo sendo vendido a preços bem mais baratos do que o comum e com imposto diminuto sobre o produto. É até possível comprar camisas da GAP por menos de 2 dólares. E, é claro, que é impossível não se contagiar pela onda do consumismo no país mais consumista do mundo.



Assim eu fui vivendo por lá: comprando no Wal Mart, debruçando sobre o laptop, ouvindo música no iPod e, claro, vestindo GAP por 2 dólares.

Postado em 02/05/20080 comentários

Housekeeper's Diary



Nosso vestidinho bonito e minha cara redonda de quem já tinha comido, nessa altura do campeonato, toneladas de m&m's!

Na foto eu, fernanda (RJ) e gleyce (ES), que trabalhávamos no Mountain Grand Lodge e tínhamos que usar esse vestindo lindo. (Y) As housekeepers que trabalhavam em outros lodges do resort não tinham que usar vestidinho, geralmente vestiam calça caqui e uma camisa azul do resort.

E pra ilustrar os nossos dias de trabalho...


Postado em 12/04/20080 comentários

Boyne Mountain Resort



Essa é a entrada do Grand Lodge do Boyne Mountain Resort. Era ai que eu trabalha quase todos os dias... geralmente das 9h até as 17h, mas quando estava lotado a gente saia beeeeeem tarde.

Os quartos dos dois primeiros andares são simples, de apenas um andar podendo ter duas camas de casal + banheiro ou uma cama king size e jacuzi + banheiro. Já os quartos do terceiro andar, onde eu trabalhava geralmente, são apartamentos de dois andares podendo ter 3 quartos (um king, um queen e um quarto de criança com duas beliches), foram neles que eu descobri como é difícil arrumar uma beliche, sério, uma dor nas costasssss! aiuhiuahuha mas era engraçado!



Essa foto ai já é de um passeio por Boyne City, cidadezinha bem perto do resort. Cidade pequena, muito fria devido aos ventos do lago Charlevoix, mas bastante aconchegante... aliás, se estiver por lá não deixe de ir num restaurante mexicano que fica em frente ao Subway e peça o "Jack Schrimps"!
Postado em 09/04/20081 comentários

let's go Pistons, let's go!


Arrumei minhas malas e, em um dia de folga, fui para Detroit assistir ao jogo dos Pistons. Desde da minha saída do Brasil eu tinha planos de ir em algum desses eventos esportivos que só americano sabe fazer direito. Pois bem, lá fui eu para o Palace of Auburn Hills, o ginásio do time de basquete da cidade de Detroit, próximo a fábrica da General Motors (maior fábrica da GM no mundo, é tão grande que eu não consegui enxergar o fim da mesma). Auburn Hills é um palácio como o nome mesmo diz. Gigante! Ao entrar percebo que a beleza e a grandeza continua no lado de dentro. É um ginásio para mais de 15 mil pessoas, todas muito bem acomodadas, possui praça de alimentação com todo o tipo de comida que alguém pode querer durante o jogo. O mais popular, para uma pequena surpresa, não é o super hot dog americano com coca cola, mas sim, os nachos. Ah, e pra quem acha que vai assistir o jogo bebendo cerveja, prepare-se para gastar US$8.50 em uma latinha de Budweiser.

Depois de algum tempo só observando a imensidão do ginásio e ficando cada vez mais admirada, o telão de Auburn Hills começou mostrar imagens ao vivo direto do vestiário do time da casa. Depois de uma rodinha, bem parecida com aquelas que os jogadores de futebol fazem no túnel antes de entrarem pro campo, o telão começa uma contagem regressiva. Ao final da contagem uma explosão, duas tochas imensas de fogo se acedem e os jogadores dos Pistons começam a entrar ao som de uma música muito animada, a la o tema musical de Rocky. Tudo isso com o ginásio sendo iluminado apenas pelas tochas e pelos raios lasers com o escudo dos Pistons. Um típico show americano para deixar brasileiros de boca aberta. Já na entrada do time adversário, o Golden State Warriors, luzes acesas e, claro, vaias...


Eis que o jogo começa e o gritos de "let's go pistons, let's go!" também. A torcida daqui é bem animada, não é (nem nunca vai ser) como a torcida do Flamengo, mas é bem animada. Eles gritam o tempo inteiro, o repertório vai desde o "let's go pistons, let's go!" até o grito de "deee-fense!".


Os dois primeiros quartos do jogo acabaram com várias enterradas, cestas de três pontos e tal. E, como diria o Galvão, começa o "show do intervalo". Tudo aquilo que a gente vê em filme é verdade: líderes de torcida, pompons, distribuição de prêmios, pessoas tentando arremassar de longe para ganhar alguma coisa, etc.


Enfim o jogo acabou, o Detroit Pistons perdeu e começamos a volta pra casa. Mesmo com a derrota o Pistons continua líder, as pessoas continuam torcendo e, no próximo jogo, vão gritar ainda mais pela "deeee-fense", pra ver se da próxima vez ela funciona!

Postado em 24/03/20081 comentários

the true strong and beautiful north of america

Postado em 18/03/20082 comentários
Próximo